Início Blog Dançar combate o envelhecimento do cérebro

Blog

14, Fev - 2019

Dançar combate o envelhecimento do cérebro

Um novo estudo, publicado no jornal Frontiers in Human Neuroscience, comprovou: a atividade física funciona como um antídoto para o envelhecimento do cérebro. E o melhor ainda é que a dança foi considerada mais benéfica do que atividades mais convencionais, como caminhada e bicicleta. Mexer o corpo de forma ritmada diminuiu a chance de idosos enfrentarem problemas como perda de memória e demência senil, além de melhorar seu equilíbrio.

 

Para comprovar essa relação, os cientistas acompanharam um grupo de 62 homens e mulheres, com média de idade na casa dos 68 anos. Para parte deles, a atividade proposta era um curso semanal com duração de 18 meses, criado para ensinar diferentes estilos de dança. O restante dos voluntários participou de um treinamento focado em ampliar a resistência física e flexibilidade. Dentre as atividades, estavam a caminhada ou treinos de bicicleta – que sempre exigiam a repetição dos mesmos movimentos, em sessões de 90 minutos.

 

A metodologia de treino, porém, era diferente para o grupo dos dançarinos. Diferentemente dos atletas, eles eram frequentemente desafiados a encarar novas tarefas: as coreografias, formações, movimentos e velocidade das danças mudavam a cada duas semanas. Os pesquisadores também foram ecléticos em relação aos estilos, mesclando variedades como jazz, dança de salão e ritmos latinos. Desse grupo, 14 voluntários foram até o final – enquanto só 12 dos que estavam no treinamento físico desde o começo completaram o treinamento.

 

Depois da última aula, os cientistas voltaram a analisar o cérebro das cobaias. Quem mais mais sentiu a melhora foi a central de memória cerebral, chamada de hipocampo. O volume dessa região aumentou significativamente em todos os idosos testados, graças à prática de exercícios. Sabe-se que perda de memória e demência senil, problemas que tendem em aparecer com o tempo, têm menos chance de acontecer quando o hipocampo continua sendo estimulado. No entanto só os dançarinos contaram com um benefício importante: a melhora do equilíbrio. Ele reflete em boa parte das funções sensório-motoras, influenciando a mobilidade e informação visual. Problemas nesse mecanismo podem também aumentar o risco de quedas – grandes causadoras de lesões em idosos.

 

A ideia dos pesquisadores, agora, é aliar os ganhos físicos dos exercícios ao método da dança para melhorar a condição de idosos com demência senil. De acordo com Kathrin Rehfeld, pesquisadora que liderou o estudo, pacientes nessa situação costumam responder bem quando escutam música. Combinar o melhor dos dois mundos, então, poderia também melhorar seu bem-estar – de forma menos óbvia e mais criativa.

 

Fonte: Revista Superinteressante

 

 

 

 

 

Comentários

Voltar
  • Compartilhar
Receba novidades no e-mail

Donna Dança

R. Antonio Maria Coelho, 2486
Centro - Campo Grande MS
67 3043 2552

Entre em contato