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22, Set - 2015

A história do tutu

Imagine uma bailarina pronta para subir ao palco, imagine o seu figurino. Fez isso?

Deixe a gente adivinhar... Ela está usando um tutu?

A bailarina por si só já é encantadora, mas com um tutu torna-se uma personagem etérea, mágica. Essa é uma das peças do vestuário bailarinístico que mais representam este universo da dança, um ícone da moda ballet.

 

 

Conheça um pouco da sua origem!

 

Antes do tutu, no século 16, seu traje precursor foi projetado para dança voltada a eventos sociais, mas este era muito grande e pesado, limitava muito os movimentos. Isso porque era apenas uma forma de homens e mulheres da corte se exibirem, dançarem e se cortejarem. A partir da criação da Academic Royale de Danse, por Luís XIV, a dança saiu dos salões de baile e foi para os palcos, e o figurino se tornou “oficial” a uma bailarina. Assim, as técnicas de ballet foram ficando mais complexas, o que passou a exigir roupas especializadas.

 


Imagem: http://lapizlazulili.blogspot.com.br/2010_05_01_archive.html

 

“MÃE” DO TUTU

Marie Camargo causou alvoroço em sua época, quando subiu a saia de tutu à altura do tornozelo, permitindo que todos pudessem ver o trabalho elaborado dos pés na dança, que eram escondidos por uma saia longa. Ela ficou conhecida como “mãe” do tutu.

 


Encontrado em dipity.com

 

Mas quem estreiou o primeiro tutu, realmente, mais similar na forma e no comprimento que usamos nos dias de hoje, foi a bailarina francesa Marie Taglioni, que o usou no palco, pela primeira vez, na Ópera Nacional de Paris, em uma performance de 183, de "As Sílfides". Um corpete apertado, com uma saia de várias camadas, que se encontrava quase até o tornozelo.

Taglioni desenhou o tutu como maneira de mostrar ainda mais sua técnica – ela foi a primeira bailarina a dançar na ponta dos pés. Na época, o chamado tutu romântico, que é mais longo, tornou-se vestimenta de excelência para os bailarinos.

 


Encontrado em: www.australianballet.com.au

 

Cinquenta anos mais tarde, o tutu foi diminuindo seu comprimento, como maneira de revelar as pernas e os pés da dançarina para o público. Nos anos 1880, a bailarina italiana Virginia Zucci foi a primeira a usar um tutu mais curto e macio, que acabava perto dos joelhos.

 


Encontrado em love-ballet.tumblr.com

 

É um tanto curioso observar como o tutu permaneceu em voga durante tanto tempo desde sua criação. Quando ainda era apenas um novo estilo de saia, o tutu foi marcado por tragédias. Bailarinas sofriam acidentes e até mesmo morte, ao usar a elaborada vestimenta, que chegou a pegar fogo de um lampião a gás no teatro.

Ainda assim, o tutu sobreviveu, transformou-se com o passar dos anos, tendo se ramificado em outros tipos, com muita criatividade. O tutu permanece como ícone não só do mundo da dança, mas da moda também.

 


Encontrado em: www.australianballet.com.au

 

O NOME “TUTU”

A palavra “tutu” (pronuncia-se "titi" ou "too-too") deriva do francês “cul-cul”, termo popular para o bumbum.

Do momento em que as saias foram ficando mais curtas, o público passou a ver muito além dos movimentos. Plebeus que assistiam ao ballet do nível mais baixo do teatro ficavam olhando para o novo figurino e se exaltavam a cada pirueta. Enquanto dos camarotes da elite se via apenas os movimentos, na área para a população em geral se via muito mais. Foi criada uma roupa de baixo, para evitar esse tipo de exposição. 

Quem iria imaginar que uma peça tão elegante, delicada e graciosa é denominada pelas “partes” da bailarina, né?

 

 

 

Com informações de: Australian Ballet e eHow

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